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Desde: 28/08/2003      Publicadas: 55      Atualização: 20/03/2006

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 CRÍTICA DA CRÍTICA

  29/08/2004
  1 comentário(s)


George W. Vargas e o'Plano Cohen'nos EUA

Um ataque terrorista antes das eleições de novembro, nos Estados Unidos, poderia forjar o aparecimento de mais um 'Plano Cohen' - aquele documento falso que Getúlio Vargas usou para implantar a ditadura do Estado Novo no Brasil, em 1937. Será possível isso ocorrer nos EUA de hoje?

A assessoria de segurança do presidente dos Estados Unidos nunca vai confirmar, mas estudos ainda mais secretos do que os da dita ‘inteligência’ que acabam de ser descobertos revelam: George W. Bush está pensando em acrescentar o sobrenome Vargas à sua assinatura. Nada a ver com a numerologia, e sim com um episódio da História brasileira que criou o famigerado Estado Novo.
Os assessores de Bush, enquanto liam os ‘documentos’ da CIA que incriminavam Saddam Hussein e seu regime ditatorial, acabaram descobrindo uma papelada genuinamente tupiniquim do final dos anos 30 – um certo ‘Plano Cohen’. Como se sabe, foi com base no tal ‘documento’ que Getúlio Vargas cancelou as eleições presidenciais às quais concorreria em 1938, passando a comandar a ditadura do Estado Novo.
Ao tomar conhecimento desse plano histórico brasileiro, George W. Bush apressou-se em conhecer a vida política de Vargas, obviamente detendo-se apenas nas fases do Governo Provisório (1930-1934) e do Estado Novo (1937-1945). O presidente foi orientado a não olhar o Getúlio ‘nacionalista’ – de 1950 a 1954 – que acabou cometendo suicídio, em 24 de agosto de 1954.
Para relembrar, o ‘Plano Cohen’ detalhava uma ação que estaria sendo preparada pelo comunismo internacional para invadir o Brasil. Sem contar até dois, Vargas reuniu os comandantes militares sob a tutela do general Góes Monteiro e anunciou que iria “salvar o Brasil do comunismo”. E, claro, a primeira medida foi cancelar as eleições e todos os mecanismos legais que garantissem o Estado de Direito – isso para evitar que ‘os comunas’ usassem as eleições e as liberdades individuais para ‘dominar’ o país. Mais um detalhe: o país havia saído não fazia muito tempo do episódio conhecido como “Levante Comunista de 35” (apelidado de “Intentona Comunista” pelo governo Vargas).
Aparentemente de forma diversa, o governo do presidente George W. Bush vem ‘lutando contra o terrorismo’ – um inimigo oculto que pode atacar a qualquer momento. Os terroristas, liderados por um certo Osama Bin Stálin, estão prontos para “atacar a América” outra vez, como aconteceu em 2001.
Como na época de Vargas não havia TV e nem internet, foram encontrados ‘papéis’. Hoje, “um site islâmico”, uma “rede de TV árabe” ou uma gravação “que a CIA garante conter a voz do Bin Laden” são provas mais do que utilizadas na construção do que se poderia chamar de ‘Plano Cohen’ de George Bush.
Não seria estranho se uma ‘investigação do governo’ apresentasse ‘provas’ de que os terroristas estariam prontos para atacar o país em novembro próximo, durante as eleições presidenciais. E, diante disso, nada mais lógico: as eleições estariam canceladas, sendo necessário que Bush continuasse no governo – “combatendo o terrorismo”. Exagero? A imprensa dos EUA publicou recentemente que o governo daquele país cogita “adiar as eleições presidenciais se houver risco de ataque terrorista”.
Sem qualquer pretensão de atingir a honra de Getúlio Vargas - que tem lugar cativo na história nacional como uma das maiores figuras políticas do século XX -, não seria impossível ver Bush Jr. sentir-se tentado a acrescentar “Vargas” ao nome.
Aí sim, teríamos a triste notícia de que o varguismo fora alvo de uma manipulação grotesca, em nome do terrorismo internacional: um certo George W. Vargas sairia dos escombros do World Trade Center para entrar na História...

* DJAIR GALVÃO FREIRE – Professor de História e jornalista
Coordenador de Projetos – Núcleo Educacional do CEU Vila Curuçá





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